Re-BOT: a família de robôs do Complexo Industrial da Nissan

Uma imagem de uma linha de produção de veículos

O Complexo Industrial da Nissan em Resende (RJ) é pioneiro na utilização de tecnologias em sua linha de montagem. Atualmente, possuí cerca de 97 robôs em operação. Eles proporcionam precisão, força e agilidade aos processos. Conheça o trabalho de alguns deles:

Sra Tetoboto

O teto de um carro pesa, em média, 10 quilos. Para manuseá-lo com agilidade e precisão ao longo de um dia inteiro, a fábrica da Nissan conta com uma ajudante especial: a Senhora Tetoboto. O nome vem da junção das palavras "teto" e "boto", que remete à forma como os japoneses pronunciam a palavra americana "robot" (algo como "roboto").

A Senhora Tetoboto é três em um: retira o teto em uma plataforma, monta a peça sobre a carroceria e aplica 10 pontos de solda. Tudo em apenas 85 segundos.

Hércules, o gigante da carroceria

Por volta do ano 600 a.C., Hércules ficou conhecido por sua força e bravura e se tornou um mito. Mais de 2.600 anos depois, trocou os músculos pelo metal para se transformar no robô mais forte da carroceria de Resende.

No Complexo Industrial da Nissan, recebe as carrocerias soldadas, as suspende e as move para outro ponto da linha, de onde são transportadas para a próxima etapa, que é a de montagem de partes móveis, como portas, capô e porta-malas. Gigante na fábrica, Hércules mede 4,55 metros e ocupa uma área de 72,7 m².

"Samba e Kabuki", os robôs da pintura

No Brasil, os passos coordenados do Samba se tornaram um patrimônio cultural. Com movimentos leves e graciosos, o Kabuki é uma das principais representações artísticas do Japão. Em Resende, Samba e Kabuki são os robôs que protagonizam uma dança envolvente e tecnológica na área de pintura de plásticos.

Eles dividem o espaço com mais dois robôs e outros dois operadores por turno. As mãos humanas aplicam o primer nas peças automotivas, que seguem para a etapa seguinte: a aplicação da base. É ali onde "a dança" acontece. Samba e Kabuki dão cor e personalidade às peças antes delas seguirem para a dupla de robôs que aplica o verniz. Diariamente, passam por Samba e Kabuki centenas de conjuntos, que são formados por para-choques dianteiros e traseiros, molduras das câmeras de ré e capas dos retrovisores.